Início Sobre Serviços Portfólio Blog FAQ Contato Chamar no WhatsApp
← Voltar pro blog

Logo para psicologia: a marca que o paciente não quer que ninguém veja

Quem procura psicólogo raramente conta pra alguém. A pessoa pesquisa sozinha, à noite, abre o seu perfil várias vezes sem seguir, salva o número sem nome e manda a primeira mensagem quando ninguém está olhando. Em quase todo ramo o cliente mostra a marca de quem contratou. No seu, ele esconde.

Isso muda o trabalho que a sua marca precisa fazer. Ela não pode depender de ser exibida, porque o paciente não vai exibir. Ela precisa acolher quem chega desconfiado, ser encontrada por quem procura escondido e aparecer na vida do paciente sem expor ele. E o repertório visual que o setor inteiro usa quase nunca resolve nenhuma dessas três coisas.

Celular deitado sobre uma bancada de concreto escuro, à noite, com a tela bloqueada acesa. Na tela, abaixo do relógio marcando 21:40, uma única notificação com a foto de perfil laranja com a letra grega psi e o texto "Aurel Psicologia: Lembrete: sua sessão é amanhã às 19h". Ao fundo, desfocados, uma caneca preta e um chaveiro de carro sobre uma bandeja de alumínio, e a borda de outro celular virado pra baixo.
O lembrete foi mandado com cuidado, mas aparece inteiro num celular que fica na mesa de casa, e o nome e o símbolo contam a quem estiver do lado o que o paciente preferia não contar.

Aqui o cliente não quer ser visto com a sua marca

Dois posts deste blog chegam perto disso, e vale separar. No de clínica e saúde, o paciente está com medo e por isso confere a marca antes de confiar: registro, especialidade, nome de cada profissional. No de personal trainer e academia, o aluno faz o contrário e publica a marca toda semana, no fundo da foto do treino. Na psicologia acontece uma terceira coisa. O paciente confia, volta toda semana, indica pra um amigo próximo, mas não quer que a família, o chefe ou o vizinho saibam.

A pergunta do projeto deixa de ser "como a minha marca chama atenção" e passa a ser "como ela é encontrada por quem procura e passa despercebida por quem não procura". Parece contraditório, e é justamente por isso que o logo de consultório genérico falha: ele foi pensado pra ser visto, e o seu paciente precisa dele pra ser discreto.

O primeiro contato acontece sem seguir o perfil

Antes de marcar a primeira sessão, a pessoa visita o seu perfil muitas vezes. Ela não segue, porque seguir aparece pra quem olha a lista dela. Não curte, não comenta. Lê a bio, abre os destaques, olha a foto do perfil e fecha. Às vezes esse vai e volta dura semanas.

Na prática, o seu perfil é a sua sala de espera, e ele é visitado por alguém que ainda não decidiu entrar. O que a marca precisa dizer ali, em poucos segundos, é que o espaço é seguro e que quem atende é uma pessoa de verdade. Um símbolo frio, genérico ou tirado de banco de ícones diz o contrário: que ali é mais um consultório igual aos outros. Não existe número honesto pra dizer quantos desistem nessa etapa, mas a etapa existe, e é a única em que a marca trabalha sozinha, sem você na conversa.

A notificação aparece na tela de um celular que fica em cima da mesa

Depois que o paciente começa, a sua marca entra na vida dele por um lugar que quase ninguém desenha: a tela bloqueada do celular. Na configuração padrão da maioria dos aparelhos, a notificação de mensagem mostra o nome de quem mandou, a foto do perfil e o começo do texto. O lembrete da sessão de amanhã, mandado com todo cuidado, aparece inteiro no celular que está em cima da mesa do jantar ou da reunião.

Se o nome que aparece ali tem "Psicologia" escrito por extenso e a foto do perfil é o símbolo da profissão, qualquer pessoa que olhe de relance sabe do que se trata. Por isso vale ter uma versão da marca que funcione sem a palavra do lado: um nome que se sustenta sozinho e um símbolo que não seja o da profissão. Ela é a que vai no círculo pequeno da foto de perfil do aplicativo de mensagens, e é também a que protege o paciente quando ele salva o seu contato.

Isso não é esconder a profissão. No site, na placa e na bio, a especialidade continua escrita com todas as letras, que é onde quem procura precisa encontrar. A versão discreta é pra onde o paciente vai estar exposto, e é uma decisão que se toma no projeto, não depois.

A placa fica num corredor por onde passa todo mundo

A maioria dos consultórios fica em prédio comercial, com sala ao lado de escritório de contabilidade, imobiliária e dentista. O paciente sobe no elevador com desconhecidos, anda pelo corredor e para na sua porta. A placa precisa ser encontrada por quem está procurando o número da sala, sem transformar a espera no corredor em anúncio pra quem está passando.

Placa discreta não é placa escondida. É letra de tamanho certo pra ser lida a um passo de distância, e não do fim do corredor; é material que conversa com a porta em vez de gritar contra ela; e é o símbolo fazendo o trabalho de identificação, sem precisar de uma frase inteira em volta. Um caso do portfólio da Decola mostra essa disciplina: a Universix foi aplicada em placa de recepção de vidro jateado, que identifica a sala sem expor quem está do outro lado. A Universix não é consultório, e a Decola não vai inventar um cliente de psicologia que não tem; ela entra aqui pelo critério.

O Ψ é o símbolo da profissão, não o seu

A letra grega psi, o cérebro de perfil, a cabeça com engrenagem, o quebra-cabeça, a borboleta, a árvore com raiz, o coração com folha. Esse repertório é tão repetido que deixou de dizer "este consultório" e passou a dizer só "psicologia". E o psi tem um problema a mais: ele é o símbolo da própria profissão. Usar o Ψ como logo é como um médico usar o bastão com a serpente, ou um advogado usar a balança. Diz o que você é, e é exatamente o que todos os seus colegas também são.

Muita gente, sabendo disso, procura o psi "minimalista", e o resultado é ainda mais parecido com o dos outros, porque a versão simplificada de um símbolo igual é igual. Somado ao que o tópico anterior mostrou, o Ψ é o pior candidato pra foto de perfil do aplicativo de mensagens: é o que mais expõe o paciente e o que menos diferencia você.

A saída costuma estar no nome. A Alba, clínica odontológica do portfólio da Decola, precisava fugir do clichê do setor dela, que é o dente estilizado e o azul de hospital. O símbolo foi desenhado a partir das quatro letras do nome, entrelaçadas, e funciona sozinho como marca d'água, sem texto do lado. A cor é terracota sobre grafite, escolhida pra ser acolhedora sem parecer infantil. É esse tipo de símbolo que serve no círculo do perfil e na placa do corredor: ele é seu, e não conta a ninguém qual é a sua profissão.

Nome próprio ou nome de consultório

Na psicologia a relação é com a pessoa, então a maioria atende com o próprio nome, e na maioria dos casos isso está certo. O nome próprio bem desenhado carrega a indicação, que é como boa parte dos pacientes chega.

A decisão muda quando o plano muda. Quem pensa em dividir o espaço com outros profissionais, abrir um grupo de atendimento ou vender curso e supervisão vai precisar de um nome que não seja só o seu. E um nome de consultório tem uma vantagem a mais, que é específica deste ramo: ele pode aparecer na tela do paciente sem dizer nada a quem está olhando. Se for criar um nome novo, confira antes se ele está livre na Consulta de Viabilidade, que é gratuita. Nome de consultório se repete muito, porque quase todos saem da mesma meia dúzia de palavras sobre mente, equilíbrio e acolhimento.

O que muda em cada ramo

O território é largo, e a exigência principal muda conforme o atendimento. Vale ler só o seu parágrafo.

Psicologia clínica em consultório. É o caso da placa no corredor e da sala de espera. A marca precisa de uma versão pra placa, uma pro círculo do perfil e uma pra documento: recibo, declaração de comparecimento e contrato de atendimento, que o paciente leva pra casa e às vezes entrega no trabalho.

Atendimento online. Aqui não existe placa nem recepção. A marca vive inteira no celular do paciente: a mensagem de confirmação, o link da sessão, a foto do perfil, o arquivo do recibo. É o caso em que a versão discreta deixa de ser detalhe e vira a marca principal, porque o paciente nunca vai ver outra.

Psicologia infantil e psicopedagogia. Quem escolhe é o pai ou a mãe, quem frequenta é a criança, e o relatório às vezes vai pra escola. A marca precisa falar com os três sem virar desenho infantil, porque quem paga e decide é adulto e precisa confiar. Sala colorida é da criança; o nome e o símbolo são da família.

Terapia de casal e de família. São duas ou mais pessoas na sala, e muitas vezes em lados opostos de um conflito. A marca não pode parecer de um lado só, nem romantizar o casal com coração entrelaçado. Neutra, calma e adulta, porque as duas partes precisam se sentir no mesmo lugar.

Terapeutas de outras formações. Quem atende com terapia integrativa, coaching ou outra abordagem que não é psicologia deve evitar o Ψ por outro motivo: ele diz psicologia, e o paciente tem o direito de saber qual profissional está contratando. Aqui a marca precisa ser clara sobre o que você faz, não emprestada de outra profissão.

O conselho da profissão. A psicologia tem conselho, e ele tem regras sobre como o psicólogo se anuncia: o que precisa aparecer junto do nome, o que pode ser prometido e como tratar depoimento de paciente. Não vou citar número de resolução nem artigo aqui, porque as regras mudam e errar o número é pior que não citar. Confirme com o conselho regional antes de imprimir qualquer coisa, e deixe no layout o espaço previsto pro que ele exigir.

Por onde começar

Se você já atende e a marca é que não acompanha, a ordem prática é esta. Olhe o seu perfil como alguém que nunca te viu e não quer ser visto olhando. Mande uma mensagem de teste pra um celular bloqueado e veja o que aparece na tela. Decida entre nome próprio e nome de consultório pensando no plano de cinco anos. E tire o Ψ do lugar de logo: ele pode continuar na sua formação, mas não precisa ser o seu rosto.

A promessa do título tem resposta curta. Na psicologia o paciente procura a sua marca escondido e convive com ela em segredo, então ela precisa ser encontrada por quem procura e passar despercebida por quem só está olhando: um nome que se sustenta sozinho, um símbolo que é seu e não da profissão, e uma versão discreta pra tela do celular e pro corredor do prédio. É isso que a Logomarca Expresso entrega.

Quero a marca do meu consultório resolvida Antes disso, veja a Alba, em que o símbolo saiu do nome e funciona sem texto do lado.